Venda de ingressos pela Ticketmaster gera investigação política e alerta sobre golpes

Venda de ingressos pela Ticketmaster gera investigação política e alerta sobre golpes

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SÃO PAULO/BRASIL, 27 de Janeiro de 2026 – A venda de ingressos para grandes eventos, centralizada em plataformas como a Ticketmaster, tornou-se o centro de uma tempestade política e de reclamações de consumidores no Brasil e no mundo. Enquanto deputados acionam órgãos de defesa do consumidor para investigar a comercialização dos shows de Harry Styles em São Paulo, especialistas e autoridades alertam para o aumento de golpes e fraudes que exploram a ansiedade dos fãs. Casos de colapso em pré-vendas, como as do grupo BTS no México e na Espanha, ampliam o cenário de críticas à empresa.

Ação Política: Procon e SENACON são acionados

Os deputados Erika Hilton (PSOL) e Guilherme Cortez (PSOL-SP) protocolaram pedidos de investigação sobre a venda de ingressos para as duas apresentações de Harry Styles no Estádio do Morumbi, marcadas para 17 e 18 de julho de 2026. A deputada federal encaminhou solicitações à Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON) e ao Procon-SP, questionando o rápido esgotamento dos ingressos e denunciando a possível atuação privilegiada de cambistas nas bilheterias físicas e digitais.

Em suas redes sociais, Hilton citou processos contra a Ticketmaster nos Estados Unidos, acusando a empresa de práticas que criariam uma “escassez artificial” de ingressos. Paralelamente, o deputado estadual Guilherme Cortez acionou o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, reiterando um pedido de CPI feito em 2023 para investigar a venda de ingressos para grandes eventos no estado.

Em nota à imprensa, a Ticketmaster negou realizar vendas antecipadas para cambistas e afirmou não apoiar a revenda ilegal, comprometendo-se com uma “experiência justa para todos os fãs”.

Guia de Segurança: Como se proteger na compra online

Com a alta demanda por ingressos para shows no Rio de Janeiro e São Paulo em 2026, golpistas têm se aproveitado da ansiedade do público. Para evitar fraudes e prejuízos, especialistas recomendam seguir práticas rigorosas de segurança durante a compra.

Dica de SegurançaAção Recomendada
Site OficialUse exclusivamente o endereço oficial ticketmaster.com.br. Verifique o cadeado (HTTPS) na barra do navegador e a URL correta. Sites falsos imitam o visual com pequenas alterações no endereço.
Links SuspeitosIgnore links de compra enviados por redes sociais, WhatsApp ou e-mail, mesmo de conhecidos. Ofertas “milagrosas” (como ingresso garantido sem fila) são quase sempre golpes para roubo de dados.
RevendedoresEvite comprar de perfis em redes sociais ou sites de revenda não oficiais. A Ticketmaster não se responsabiliza por ingressos adquiridos fora de seus canais, e o risco de ser barrado na entrada é alto.
Método de PagamentoPrefira cartão de crédito, que oferece a possibilidade de estorno (chargeback) em caso de fraude. Transações via Pix ou transferência para desconhecidos são instantâneas e difíceis de reverter.
Fila VirtualGerencie a ansiedade. Não atualize a página repetidamente nem abra várias abas, pois o sistema pode interpretar como atividade de robô e bloquear o acesso. Siga as instruções e aguarde com paciência.

Problemas se repetem no cenário internacional

As críticas à Ticketmaster não se limitam ao Brasil. Na última semana, a pré-venda para os shows do grupo sul-coreano BTS no México e na Espanha foi marcada por caos. Em 23 de janeiro, a plataforma no México colapsou, com milhares de fãs reportando impossibilidade de entrar na fila virtual, mensagens de erro e ativação de “tarifas dinâmicas” que inflaram os preços. A Procuradoria Federal do Consumidor do México (Profeco) já monitorava o caso.

Na Espanha, uma plataforma de reclamações registrou mais de 2.622 queixas contra a Ticketmaster, com um tempo médio de resposta de 3 dias. Fãs de BTS detalharam bloqueios injustificados de contas durante a pré-venda, perda de lugar em filas virtuais e a frustração de ver ingressos reaparecerem em sites de revenda por preços exorbitantes. Uma consumidora exigiu o reembolso de R$ 97,30 (equivalente a 17,69 euros) pago por uma membresia que não pôde ser usada devido a falhas no sistema.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quais são as acusações contra a Ticketmaster na venda dos ingressos de Harry Styles?

Deputados e fãs acusam a empresa de permitir que cambistas adquirissem grandes quantidades de ingressos, esgotando-os rapidamente e prejudicando consumidores que aguardavam em filas virtuais e físicas. Há suspeitas de vendas antecipadas ou priorização não declarada.

Quais órgãos foram acionados pelos deputados?

A deputada Erika Hilton acionou a SENACON (nacional) e o Procon-SP. O deputado Guilherme Cortez acionou ainda o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, pedindo uma investigação ampla.

Os shows do Harry Styles no Brasil já têm data e preço definidos?

Sim. As apresentações estão marcadas para 17 e 18 de julho de 2026, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Os ingressos, vendidos pela Ticketmaster, têm valores que variam de R$ 265 (meia-entrada) a R$ 1.410 (inteira), com limite de seis ingressos por CPF.

Os problemas com a Ticketmaster são apenas no Brasil?

Não. A empresa enfrenta reclamações massivas e ações regulatórias em vários países, incluindo Estados Unidos, México e nações europeias, por falhas técnicas em pré-vendas de alto demanda, falta de transparência de preços e suposta facilitação da revenda ilegal.

Fontes: CNN Brasil, VEJA, JBR, Primeira Línea MX, OCU, Times Brasil, Brasil Perfil.