Lula Veta Projeto que Fixava Idade Máxima para Ingresso na PM e Bombeiros

Lula Veta Projeto que Fixava Idade Máxima para Ingresso na PM e Bombeiros

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Brasília, 7 de Janeiro de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o Projeto de Lei nº 1.469/2020, que estabelecia uma idade máxima nacional de 35 anos para ingresso nas carreiras das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, mantém a competência dos estados para definir os limites etários, variando atualmente entre 25 e 35 anos.

Detalhes do Veto

O veto foi fundamentado em pareceres do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Advocacia-Geral da União (AGU), que consideraram a proposta inconstitucional e contrária ao interesse público. Segundo a justificativa, a uniformização nacional da idade máxima afronta a autonomia federativa, extrapola o conceito de norma geral, viola o princípio da razoabilidade e compromete a capacidade de gestão estadual de efetivos. O Congresso Nacional ainda pode derrubar o veto em sessão conjunta, necessitando de maioria absoluta em ambas as casas.

Principais Fatos / Estatísticas

AspectoDetalhes
Idade proposta no PL35 anos para oficiais e praças; 40 anos para oficiais médicos ou especializados.
Limites atuais por estadoVariam de 25 a 35 anos, conforme legislação local.
Justificativa do vetoInconstitucionalidade e violação da autonomia dos estados.
Possibilidade de derrubadaCongresso pode votar em sessão conjunta; veto mantido se não houver maioria absoluta.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é o Projeto de Lei vetado?

O PL 1.469/2020 visava alterar a Lei nº 14.751/2023 para estabelecer limites etários nacionais uniformes para ingresso na Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, visando beneficiar candidatos com mais experiência.

Por que o presidente vetou o projeto?

O governo argumentou que a uniformização viola a autonomia dos estados, é inconstitucional e prejudica a gestão local de efetivos de segurança pública.

O que muda para os concurseiros?

A decisão mantém o status quo: cada estado define sua própria idade máxima para concursos, sem unificação nacional.