Ex-funcionários são presos no DF por mortes suspeitas em UTI de hospital

BRASÍLIA, 19 de Janeiro de 2026 – Três ex-funcionários do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, foram presos nesta semana suspeitos de envolvimento em três mortes “atípicas” ocorridas na unidade de terapia intensiva do hospital em novembro e dezembro do ano passado. As prisões, realizadas nos dias 12 e 15 de janeiro, foram determinadas pela Polícia Civil a partir de investigação interna do próprio hospital, que detectou irregularidades e instaurou comitê próprio.
Detalhes das investigações
De acordo com as investigações da Polícia Civil e com informações da TV Globo, um dos presos, um técnico de enfermagem de 24 anos, teria aplicado desinfetante dez vezes em um dos pacientes com uma seringa, no mesmo dia, após o paciente ter várias paradas cardíacas. O suspeito também teria aproveitado que o sistema do hospital estava aberto na conta de um médico, receitado um medicamento considerado “errado” pela polícia, buscado na farmácia e aplicado nas três vítimas sem consultar a equipe médica. Duas aplicações foram feitas em 17 de novembro de 2025 e uma em 1° de dezembro de 2025. Para disfarçar a autoria, o técnico fazia massagem cardíaca nos pacientes para tentar reanimá-los.
Vítimas e reação do hospital
| Vítimas | Idade e origem |
|---|---|
| Professora aposentada | 75 anos, de Taguatinga |
| Servidor público | 63 anos, do Riacho Fundo I |
| Servidor público | 33 anos, de Brazlândia |
O Hospital Anchieta afirmou, em nota, que ao detectar irregularidades instaurou um comitê interno que, em menos de 20 dias, reuniu evidências contra ex-técnicos de enfermagem e os demitiu. O hospital também solicitou a abertura de inquérito policial e medidas cautelares, incluindo a prisão dos suspeitos. A instituição disse ter entrado em contato com as famílias para prestar esclarecimentos. O caso tramita em segredo de justiça.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem são os presos?
Três ex-técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta. As identidades não foram divulgadas por segredo de justiça.
O hospital sabia?
Segundo o hospital, ele próprio detectou as “circunstâncias atípicas” relacionadas aos três óbitos na UTI, instaurou comitê interno, reuniu evidências em menos de 20 dias, demitiu os envolvidos e solicitou a abertura de inquérito policial e medidas cautelares à Justiça.
Existem outras vítimas?
A Polícia Civil ainda apura se existem outros casos no Hospital Anchieta e em outras unidades de saúde onde o homem de 24 anos atuou. As investigações continuam sob sigilo.
