BYD lidera revolução elétrica no Brasil com 5,6% do mercado, mas debate fiscal esquenta

BYD lidera revolução elétrica no Brasil com 5,6% do mercado, mas debate fiscal esquenta

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SÃO PAULO, 31 de Janeiro de 2026 – A montadora chinesa BYD consolidou-se como uma força dominante no mercado brasileiro de veículos eletrificados, atingindo 5,6% de participação e emplacando mais de 111 mil unidades em 2025. Enquanto lança modelos agressivos como o Dolphin Mini por menos de R$ 100 mil e celebra a liderança do Song nas vendas, a empresa se vê no centro de uma polêmica nacional sobre isenções fiscais para montagem e seu impacto na geração de empregos.

Domínio de mercado e modelos best-sellers

A BYD não apenas entrou no mercado brasileiro, mas rapidamente ascendeu ao topo do segmento de veículos elétricos e híbridos plug-in. Em dezembro de 2025, o SUV BYD Song fez história ao se tornar o carro mais vendido no varejo em um único mês, a primeira vez que um modelo eletrificado alcança tal feito. O compacto BYD Dolphin Mini também entrou para o top 8 de vendas, evidenciando a aceitação de modelos de entrada.

Linha 2026: preços, autonomia e novos lançamentos

ModeloPreço (R$) / Destaques
BYD Dolphin MiniPreço competitivo abaixo de R$ 100 mil. Autonomia de 280 km (Inmetro). Desvalorização de cerca de 14,5% no primeiro ano (Fipe Jan/2026: ~R$ 105.039).
BYD Dolphin GSVersão de entrada do hatch médio elétrico: R$ 149.990. Oferece 95 cv, seis airbags e garantia de 8 anos para a bateria Blade.
BYD Seal EVSedã esportivo elétrico a partir de R$ 249.990.
BYD Song Pro DM-iHíbrido plug-in que estreou no Top 10 dos seguros mais acessíveis. Autonomia elétrica de até 68 km.
BYD King GLAvaliado em R$ 169.990. Um dos modelos fornecidos à Câmara dos Deputados.
BYD TAN BlindadoAvaliado em R$ 538.800. Também fornecido à Câmara dos Deputados para uso em 2026.

Tecnologia e inovação: do quase elétrico ao recorde de autonomia

Apesar de não ter lançado oficialmente uma plataforma “DM-i 6.0”, a BYD já opera seus híbridos plug-in (PHEVs) como “quase elétricos”, com autonomia ampliada. No topo da gama, o sedã de luxo Yangwang U7 recebeu uma nova bateria LFP de 150 kWh que garante um alcance recorde de 1.006 km, um dos maiores do mundo para um elétrico. A marca também estuda a viabilidade de uma versão híbrida para o Dolphin Mini, embora seu presidente no Brasil tenha destacado que, na China, 88% dos hatches vendidos já são elétricos.

O debate político e industrial: isenção fiscal e empregos

A expansão da BYD no Brasil não ocorre sem controvérsia. A Câmara dos Deputados recebeu por empréstimo três veículos da marca (um TAN blindado e dois King GL) para uso em 2026, num valor total de R$ 878 mil, gerando discussão sobre o uso de carros importados. Paralelamente, a isenção fiscal que beneficia a montagem de veículos no país, da qual a BYD é a maior beneficiária, está sob escrutínio. Estudos indicam que a substituição da produção completa pela simples montagem de kits poderia eliminar até 69 mil empregos diretos. O debate agora gira em torno de como equilibrar a atração de investimentos estrangeiros com a preservação da cadeia produtiva nacional e de centenas de milhares de postos de trabalho.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O BYD Dolphin Mini realmente custa menos de R$ 100 mil?

Sim. A BYD lançou uma estratégia agressiva para o Dolphin Mini, oferecendo o modelo 100% elétrico a um preço competitivo que inicia abaixo da barreira dos R$ 100 mil, tornando-o um dos elétricos mais acessíveis do mercado brasileiro.

Qual a autonomia real do BYD Dolphin Mini?

Segundo testes do Inmetro, o BYD Dolphin Mini possui uma autonomia declarada de 280 km. Em uso urbano, com recarga em tomada comum, ele oferece economia de até 80% em combustível comparado a um carro a gasolina.

A isenção fiscal para a BYD vai acabar?

O assunto está em debate. Enquanto alguns defendem o fim do benefício para proteger empregos e a indústria nacional, outros argumentam que a medida é necessária para atrair investimentos e popularizar a eletromobilidade no Brasil. A BYD pode ter a alíquota zero renovada, mas o impacto dessa decisão é considerado “irrelevante” por alguns especialistas em relação ao cenário industrial de longo prazo.

O BYD Song foi mesmo o carro mais vendido?

Sim. Em dezembro de 2025, o BYD Song foi o carro mais vendido no varejo brasileiro, marcando a primeira vez que um modelo eletrificado (híbrido plug-in ou elétrico) liderou os emplacamentos em um mês.